quarta-feira, 27 de abril de 2011

Um breve retorno ao passado.

    Acordei hoje com uma vontade danada de escrever. É.. escrever alivia as pressões, as preocupações, os problemas, enfim, faz a vida parecer por um instante as palavras espontâneas que a gente quer falar muitas vezes e não consegue. Pelo menos pra mim, é assim. Bem, fui pro estágio - como todos os dias - e quando cheguei em casa, pensei no que escrever. Não por falta de assunto, mas pelo contrário, são tantos importantes, são tantos o que me fazem parar pra pensar. Então esqueci por um instante a minha vontade diária da escrita e, ao passar pela cozinha, vejo o calendário e a data de hoje: 27 de abril de 2011.
    Assim como muitas pessoas, eu guardo a data de alguns acontecimentos da minha vida - aqueles marcantes. Hoje, há exatamente um ano, foi um destes. Quando vi no calendário a data, lembrei subitamente de tudo do ano passado. A ligação, as palavras, os sentimentos. A frieza, a indiferença e a sensação de sair da vida de uma pessoa que significou muito. Até a música que escutei no dia me veio à cabeça: Under Pressure, do Queen.
    Terminar um relacionamento não é fácil pra ninguém. Terminar quando ainda existe Amor (esse tal que até escrevo com letras maiúsculas) é mais difícil. Mas, o pior de tudo, é ainda ter que ouvir das suas poucas melhores amigas que o relacionamento acabou e você teve grande parcela de culpa. Isso é desgastante.
    Passei por tudo isso e mais um pouco. Não costumo abrir mão das minhas convicções, mas aquilo foi uma exceção. Coloquei em mim toda a culpa e assim fiquei, mas graças a Deus, durante pouquíssimo tempo. Já ouviram falar que "a justiça tarda mas não falha?" A verdade sempre aparece, mais cedo ou mais tarde. E eu estava certa, o tempo todo, desde o começo. E o melhor, duas semanas depois sentindo justamente o oposto do que havia sentido antes: feliz, com a cabeça erguida e a sensação de que eu fiz o melhor que eu pude, lutei até onde deu. E como eu fui feliz depois disso.
    Hoje, exatamente 1 ano depois, percebo que aprendi demais com o que me aconteceu. Em primeiro lugar, não brigo mais com a minha consciência nem muito menos com a minha intuição. Eu  cometo erros, mas essas duas (consciência + intuição), nunca. E em segundo lugar - e mais importante - não me deixo abater quando esta minha consciência está limpa, porque minha amiga, acredite, essa vida é cheinha de surpresas ma-ra-vi-lho-sas. Basta saber esperá-las.
*E por sinal, acabo de ter uma grande: minha mãe bateu na minha porta com um sorriso e minha sobremesa predileta no prato. Tem coisa melhor?! :)


   

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