sexta-feira, 20 de maio de 2011

Um pouco.

Hoje eu queria pouco.
Queria um ombro. Um colo. Um carinho especial de amigo. Um abraço apertado.
Queria um olhar sincero e despretensioso.
Sinceridade. Sinceridade. Sin-ce-ri-da-de. Não importa qual.
Queria uma música no rádio que me fizesse lembrar coisas boas. Queria uma ligação que me surpreendesse.
Queria um livro de drama com um final feliz.
Queria algo que me fizesse acreditar, pelo menos por um momento, que nenhum sentimento é em vão.
Queria a maresia no rosto. O cheiro do mar. Uma lua cheia. Desenhos em nuvens.
Queria uma noite de nostalgia pura acompanhada de chuva na janela.
Queria sonhos. Novos sonhos. Nova esperança.
Queria conseguir entender o que não tem explicação.
Queria um sorriso que ficou no passado. Uma lágrima de felicidade.
Queria a certeza de que tudo sempre vale a pena. Tudo acontece por uma razão. O máximo já foi feito.
Queria a tradução da coerência. Queria a Lei da coerência.
Queria tudo, menos formalismo. Tudo, menos racionalidade.
Queria a transparência.
Queria pouco. Hoje eu queria pouco.

Eu só queria Sinceridade.

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