terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sobre os caminhos.

É incrível como no fim tudo vira de ponta cabeça.
Coisas inimagináveis, coisas sem fim, coisas estranhas, coisas sem sentido. Se tornam reais, têm fim, ou um novo começo, e tudo começa a fazer sentido.
10 anos atrás você jamais imaginaria que chegaria onde está hoje. 5 anos atrás você não acreditaria que coisas que você só via nas telas do cinema e nos livros aconteceriam com você. E tudo vai fluindo. A vida vai mudando. Os seus sonhos já não são os mesmos. Seus amigos já não são os mesmos. Você não é mais a mesma.
Vamos colecionando emoções, sentimentos, dos mais diversos tipos. Deixando traços da nossa existência nos lugares, com as pessoas. Esquecendo risos e lágrimas, ganhando novas recordações a cada dia. Pisando talvez aonde o amor da nossa vida pisou, atravessando caminhos onde milhares de outros passaram.
E tudo constantemente muda. A grande efemeridade de viver.
Só importa o que toca de verdade no coração.
E a pessoa que você amou - ou pensa que amou, por meses, anos, que talvez fosse pra vida inteira, não é. Não é como se não tivesse acontecido - não, mas ficou na página passada. Uma vida inteira na página passada. E lá vai você, abrindo um novo livro, lendo as próximas páginas na ansiosa espera de um novo amor. Quem sabe, agora, um amor de verdade. Um amor real.

De repente, você arrisca um olhar pra trás no meio da rua. A pessoa também olhava pra você. Sorriem um para o outro. Outro dia hão de se encontrar novamente, se o destino permitir.
Que destino?? Corra até o outro lado da rua antes que seja tarde demais.
Seu caminho quem faz é você.


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Um pouco sobre mim.

Meu nome é Morgana, tenho vinte e poucos - ou muitos - anos e, apesar de genuinamente cearense, não raramente me perguntam se nasci mesmo aqui.
Tive uma infância não muito inédita, mas que me rendeu várias doces recordações e ensinamentos que levo comigo até hoje. Não tive irmãos, mas a vida me compensou com amizades maravilhosas, e tive a sorte de sentir como é amar, querer um bem infinito e confiar tanto em alguém que não compartilha da mesma carga genética que eu.
Já fiz de quase tudo um pouco: Ballet, futebol de salão, vôlei, basquete, natação, corrida, judô, teatro, desfiles, semanas de moda, propaganda estranha, faculdade de Direito, cursos e mais cursos. Já quis fazer muito mais e desisti antes mesmo do início. Já fiz mais do que deveria e vi o quanto de tempo perdi com o que não toca de verdade no coração.
Choro de rir; rio chorando. Sonho alto e não desisto - até inventar um outro sonho. Falo o que eu sinto até pra quem não merece escutar. Embora às vezes eu tente, nunca consigo disfarçar sentimento. Sou ansiosa. Quero tudo e quero hoje. Já vivenciei os dois lados da moeda: O ser impulsiva demais e o ser extremamente racional. Atualmente me aproximo do equilíbrio.
Aprendi que o ato de desistir pode ser muito mais difícil e, porque não dizer, louvável, do que tentar. Para algumas coisas pode, sim, ser tarde demais; para as coisas importantes, entretanto, nunca.
O tempo é um dos meus grandes aliados, não só por me trazer a maturidade, mas por retirar pedras do meu caminho, curar feridas e mostrar que tudo, tudo vem para o bem, ainda que não percebamos na hora.
Já segurei a mão de um ente querido no hospital, já me despedi de alguém sabendo que nunca mais iria vê-lo, já chorei com um abraço. Já liguei pra alguém só para escutar a voz.
Já namorei à distância. Já machuquei, já iludi. Já fui machucada. Já disse eu te amo sem amar; já ouvi algum que não foi sincero. Já estive com a minha pior e a minha melhor cara metade; já confundi as duas. Já esqueci e já fui esquecida.
Brincadeira, de vez em quando. Discrição, sempre. Arrogância nunca.
Às vezes, vale a pena arriscar o pássaro nas mãos pelos dois voando.
Confiança se constrói com o tempo e é a base de tudo. A lealdade supera a fidelidade. Amar é a melhor coisa que existe, mas por si só não é suficiente.
A fé é a explicação de todos os fatos que seriam inexplicáveis, caso ela não existisse. É a serenidade que precisamos ter para aceitarmos aquilo que não mais podemos mudar. A fé renova. Engrandece. Capacita. É a certeza incondicional da felicidade.
Dizem que o segredo da felicidade é simples como uma receita de bolo, "ter péssima memória e boa saúde". Pode ser clichê e piegas, mas é uma verdade incontestável: Tudo tem seu lado positivo. Difícil é ter sempre a sensibilidade para encontrá-lo.

Se eu tivesse que resumir minha vida até hoje em poucas palavras, diria que foram de muito amor esses vinte e poucos anos.
E eu já prometi a mim mesma... de mais amor ainda serão os próximos anos que virão.
E quando eu prometo, eu cumpro.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Just for today.

Hoje foi um dos dias em que as horas demoraram para passar.
Foi como sentir cada instante, cada fração de minuto, e desejar que o amanhã chegue.
Foi, ao mesmo tempo, um duelo entre a angústia do amanhã e um momento doce. Um momento doce do hoje....
E é assim que termina meu dia. Um misto de doçura e ansiedade....




"It's a little bit funny this feeling inside
I'm not one of those who can easily hide.."

terça-feira, 7 de junho de 2011

No colo de Deus.

Por mais que eu esteja passando por momentos difíceis, por mais que eu me surpreenda com esse mundo louco e muitas vezes injusto, e ainda que eu me decepcione com pessoas que eu amo, nem tudo está perdido, quando lembro que Você existe. E o melhor: Você caminha ao meu lado.
Ainda que eu não entenda várias coisas que me acontecem, eu confio em Você.
Muitas vezes tive medo, receio de Você não estar comigo para me proteger. Talvez eu tenha procurado Você nos lugares errados. Talvez eu tenha seguido apenas a minha própria vontade e te desobedecido... é, confesso que eu sempre fui teimosa e a minha ingenuidade já me rendeu vários desenganos. Mas eu aprendo. Você, mais do que ninguém, me conhece por completo. Você sabe os meus desejos e os meus segredos mais íntimos. Você sabe todas as minhas falhas... Você sabe que eu busco não repeti-las. E o que há de melhor em mim, foi com Você que aprendi.
Um dia desses eu senti a sua presença como nunca havia sentido antes. Te contaram que eu estava precisando ser carregada no colo??!
Nesse dia, eu fechei os olhos e sonhei que Você estava cuidando de mim. Mas sabia que não podia ficar parada, inerte. Era da Sua vontade que eu enfrentasse tudo sem medo, mas você me garantiu que estaria segurando minha mão o tempo inteiro. "Filha, não temas, Eu estarei aqui contigo..." - Você sussurrou docemente.
E hoje eu sei que Você, de fato, cuidou muito bem de mim. Você não só segurou minha mão, como me colocou no colo. Você me ensinou valores que eu, com minha natureza humana, jamais aprenderia sozinha.
A propósito, obrigada por ter me feito derramar aquelas lágrimas guardadas que há tanto tempo me machucavam.
Hoje me sinto mais leve. Obrigada por ter me ensinado a perdoar. Obrigada por estar cada vez mais perto de mim. Obrigada por me fazer entender o que já não fazia sentido.

Obrigada, Deus, por me colocar sempre no Teu colo.




sexta-feira, 20 de maio de 2011

Um pouco.

Hoje eu queria pouco.
Queria um ombro. Um colo. Um carinho especial de amigo. Um abraço apertado.
Queria um olhar sincero e despretensioso.
Sinceridade. Sinceridade. Sin-ce-ri-da-de. Não importa qual.
Queria uma música no rádio que me fizesse lembrar coisas boas. Queria uma ligação que me surpreendesse.
Queria um livro de drama com um final feliz.
Queria algo que me fizesse acreditar, pelo menos por um momento, que nenhum sentimento é em vão.
Queria a maresia no rosto. O cheiro do mar. Uma lua cheia. Desenhos em nuvens.
Queria uma noite de nostalgia pura acompanhada de chuva na janela.
Queria sonhos. Novos sonhos. Nova esperança.
Queria conseguir entender o que não tem explicação.
Queria um sorriso que ficou no passado. Uma lágrima de felicidade.
Queria a certeza de que tudo sempre vale a pena. Tudo acontece por uma razão. O máximo já foi feito.
Queria a tradução da coerência. Queria a Lei da coerência.
Queria tudo, menos formalismo. Tudo, menos racionalidade.
Queria a transparência.
Queria pouco. Hoje eu queria pouco.

Eu só queria Sinceridade.

domingo, 15 de maio de 2011

A linha tênue.

Essa música fala por mim hoje...



There's a fine, fine line
between a lover, and a friend.
There's a fine, fine line
between reality, and pretend;
And you never know 'til you reach the top
if it was worth the uphill climb.

There's a fine, fine line
between love,
and a waste of time

There's a fine, fine line
between a fairy tale, and a lie.
And there's a fine, fine line
between "you're wonderful" and "goodbye".
I guess if someone doesn't love you back
it isn't such a crime

But there's a fine, fine line
between love,
and a waste of your time

And I don't have the time to waste on you anymore.
I don't think that you even know what you're looking for.
For my own sanity I've got to close the door
And walk away...

There's a fine, fine line
between together,
and not.
And there's a fine, fine line
between what you wanted,
and what you got.
You gotta go after the things you want
while you're still in your prime.

There's a fine, fine line
between love,
and a waste of time.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O valor do perdão.

Ninguém sabe como dói um coração magoado, ferido... só mesmo o dono da dor. E não tem nada pior que essa dor que não é física. Machuca, maltrata, adoece a alma.
Mesmo assim, na pior das situações, é preciso pensar: vale a pena guardar mágoas? Vale a pena levar consigo um rancor inimaginável por aquilo que não pode ser desfeito, pela palavra que não pode mais ser contida? Não, amigos, não vale.
De acordo com um escritor irlandês: "É fácil você falar sobre o perdão, até ter alguém pra perdoar". Concordo inteiramente. O perdão é uma das realidades mais difíceis que temos que enfrentar na vida.
Perdoar o outro é perdoar antes a si mesmo. Tornar-se uma pessoa amarga, cheia de ódio no coração por aquilo que não depende de você, definitivamente não compensa. Perdoar é uma das formas mais dignas de se libertar.
Mas vivemos em um mundo que só pensa em vingança, em desejar o mal. São os tais dos valores invertidos. Vingar-se tornou-se nobre para algumas pessoas, perdoar que é burrice. A moda é "desejar o dobro", seja isso amor ou ódio. Perdoar tornou-se exceção.
Estender a mão a quem um dia lhe causou sofrimento parece burrice, mas é um gesto nobre. Precisa ser muito Grande pra agir de tal forma. Não é necessário ter só coragem, como generosidade, fraternidade. Abrir mão do orgulho é uma prova de amor. Amor ao próximo, amor a si próprio.
É disso que o mundo precisa. É nisso que eu acredito. E é isso que eu quero passar adiante.


quarta-feira, 4 de maio de 2011

De corpo e ALMA.

Eu tenho uma certa facilidade em me apegar a algumas pessoas e confiar rapidamente nelas e, por causa disso, já me decepcionei bastante. Quantas vezes ouvi de amores, amigos e afins: "Morgana, você confia demais nas pessoas, você se entrega demais..", ou então: "Você é muito inocente, ingênua..". Tudo bem, eu posso até ser tudo isso, mas é que baseio minhas atitudes naquilo que eu queria que fizessem comigo, e pensando dessa forma, não vejo sentido em agir com maldade, ter segundas e terceiras intenções ou uma desconfiança sem fim. Eu não sou, nunca fui e nem pretendo me igualar a pessoas desse tipo.
Aí me pergunto: Será que é ingenuidade acreditar em uma pessoa mesmo sem conhecê-la há anos? Será mesmo inocência esperar a ajuda de um amigo em um momento difícil? Será errado dar uma chance a alguém?! Quer dizer que o erro é MEU em acreditar na bondade do ser humano? Mas eu apenas espero das pessoas o que eu ofereço - amor, carinho, compreensão.. será que isso é tanto assim?! E se o erro for meu, a solução seria então desconfiar antes de confiar, esperar uma atitude - seja lá qual for - que provasse que a pessoa é digna de confiança? Ou então olhar pra todo mundo com olhares maldosos e cheios de desconfiança? Tá, claro que deve existir o meio termo, mas acho que até hoje só conheci os extremos, os dois lados da moeda: os confiantes e os desconfiados.
Sinceramente, sei que esse meu jeito ainda vai me render algumas decepções, mas antes ser assim do que me tornar uma pessoa amarga, que quase não confia nos outros por medo de se machucar. Eu prefiro continuar acreditando na bondade das pessoas, no melhor que elas podem ser, e vivo isso dia após dia. Algumas vezes me decepciono, outras me surpreendo - e estas vezes fazem tudo valer a pena.
Nunca pedi a Deus "um pouco de malandragem". Só peço a Ele que, se eu me decepcionar com alguém, que eu não deixe de acreditar que ainda existem SIM pessoas nesse mundo capazes de amar verdadeiramente. E de graça.

sábado, 30 de abril de 2011

Um Coração Livre.

    Não é todo dia que escuto coisas interessantes que me fazem refletir. Hoje, uma grande amiga, ao responder minha indagação sobre como estava sua vida, afirmou que já não suportava mais ser solteira, apesar de estar há pouco tempo nessa situação. Que era um tormento, sentia-se sozinha, não via prazer em mais nada na vida. Essa minha amiga, assim como muitas outras, ainda não descobriu o luxo de ter um Coração Livre. Confesso que até pouco tempo atrás minha felicidade também desconhecia esse luxo.
    Fato é que ter um Coração Livre vai muito além da simplicidade de ser solteira. Ter esse coração é saber que você pode sair na sexta à noite com o seu melhor amigo sem hora pra chegar em casa, sem se preocupar se é politicamente correto ou se o seu namorado vai achar ruim (ele provavelmente detestaria). É poder passar um dia inteiro de sábado no shopping e saber que quando chegar exausta em casa pode se dar o luxo de não fazer nada, curtir sua cama e não sentir a pressão psicológica de que "é sábado, eu tô morreeendo de saudade, a gente já passa a semana sem se ver...". 
    Ter um coração livre é acordar no sábado e fazer a sua programação do jeito que você gosta, com quem você mais gosta, do jeito que você adora. É ir ao seu restaurante predileto e pedir aquele prato que ele detestava, mas você ama. É planejar aquela tão sonhada viagem com suas amigas que você queria já há algum tempo e, se estivesse namorando, ele colocaria um milhão de empecilhos. É não ter que explicar a sua chatice quando você tá de TPM, afinal suas melhores amigas entendem e seus pais te amam de toda forma, incondicionalmente. É também não precisar ser compreensiva quando ele tá estressado por causa do trabalho, do carro, da família, da falta de tempo, do gato, do cachorro ou do papagaio e usa isso como justificativa pra ser grosso com você. É ver que as 24hs do dia é suficiente pra fazer tudo que você precisa e muito mais - até um blog!
    Ter esse coração livre é não esperar ansiosa e angustiada aquela ligação na sexta-feira às 19h. É não ficar arrasada se souber que depois de 1 mês ele já está com outra. E muito menos se importar se essa outra é mais bonita, mais magra ou mais alta que você.. "Boa sorte pra ela eles" - você pensa. É rir quando suas amigas ainda lhe ligarem pra contar da vida dele, dizer com quem anda e pra onde vai - que diferença faz mesmo?!
    Ter esse coração é saber que você, SIM, pode fazer feliz a si própria. E você não se sente sozinha, afinal você tem amigos verdadeiros, uma família que te ama, uma saúde que não te deixa na mão, uma fé em Deus que te dá forças pra enfrentar qualquer adversidade. É olhar pra si própria e se ver feliz, completa. É não ser refém dos seus sentimentos. É não só perdoar as mágoas do passado, como também passar uma borracha definitiva em todas elas. Essa é uma parte ótima: o carinho permanece alí no seu coração, sem nada de ruim que o acompanhe. O coração livre é tão puro que te torna um pessoa melhor, mais compreensiva - não porque ele pediu, mamãe dá sermão, ou sua avó te aconselhou, mas por você própria.
    É simplesmente um luxo ter esse coração, mas é melhor ainda quando você entende que ele é transitório. Que mais cedo ou mais tarde vai aparecer um "certo alguém que desperta um sentimento" e você vai parar, analisar e avaliar se esse alguém merece o luxo de ter esse seu coração. Se ele merece você abrir mão do seu jantar predileto das sextas, a saída com o seu melhor amigo, o sábado à noite em casa, a viagem com suas amigas. Se por ele você sairia em plena terça-feira só pra comer uma pizza, mesmo tendo que estudar pra OAB e fazer sua monografia.
    Depois de amar a si própria e entender como a sua vida é valiosa - independentemente de paqueras, ficantes, namorado ou afins - você vai automaticamente se valorizar mais. E esse alguém..... Bom, ele vai ter que valer a pena pra você. Diga-se de passagem, nada menos do que te fazer sentir especial, única, linda, uma princesa... e claro, muuuito amada - Quase uma Kate Middleton! rs ;)

*De acordo com a música, "young hearts run free..."





   
   

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Um breve retorno ao passado.

    Acordei hoje com uma vontade danada de escrever. É.. escrever alivia as pressões, as preocupações, os problemas, enfim, faz a vida parecer por um instante as palavras espontâneas que a gente quer falar muitas vezes e não consegue. Pelo menos pra mim, é assim. Bem, fui pro estágio - como todos os dias - e quando cheguei em casa, pensei no que escrever. Não por falta de assunto, mas pelo contrário, são tantos importantes, são tantos o que me fazem parar pra pensar. Então esqueci por um instante a minha vontade diária da escrita e, ao passar pela cozinha, vejo o calendário e a data de hoje: 27 de abril de 2011.
    Assim como muitas pessoas, eu guardo a data de alguns acontecimentos da minha vida - aqueles marcantes. Hoje, há exatamente um ano, foi um destes. Quando vi no calendário a data, lembrei subitamente de tudo do ano passado. A ligação, as palavras, os sentimentos. A frieza, a indiferença e a sensação de sair da vida de uma pessoa que significou muito. Até a música que escutei no dia me veio à cabeça: Under Pressure, do Queen.
    Terminar um relacionamento não é fácil pra ninguém. Terminar quando ainda existe Amor (esse tal que até escrevo com letras maiúsculas) é mais difícil. Mas, o pior de tudo, é ainda ter que ouvir das suas poucas melhores amigas que o relacionamento acabou e você teve grande parcela de culpa. Isso é desgastante.
    Passei por tudo isso e mais um pouco. Não costumo abrir mão das minhas convicções, mas aquilo foi uma exceção. Coloquei em mim toda a culpa e assim fiquei, mas graças a Deus, durante pouquíssimo tempo. Já ouviram falar que "a justiça tarda mas não falha?" A verdade sempre aparece, mais cedo ou mais tarde. E eu estava certa, o tempo todo, desde o começo. E o melhor, duas semanas depois sentindo justamente o oposto do que havia sentido antes: feliz, com a cabeça erguida e a sensação de que eu fiz o melhor que eu pude, lutei até onde deu. E como eu fui feliz depois disso.
    Hoje, exatamente 1 ano depois, percebo que aprendi demais com o que me aconteceu. Em primeiro lugar, não brigo mais com a minha consciência nem muito menos com a minha intuição. Eu  cometo erros, mas essas duas (consciência + intuição), nunca. E em segundo lugar - e mais importante - não me deixo abater quando esta minha consciência está limpa, porque minha amiga, acredite, essa vida é cheinha de surpresas ma-ra-vi-lho-sas. Basta saber esperá-las.
*E por sinal, acabo de ter uma grande: minha mãe bateu na minha porta com um sorriso e minha sobremesa predileta no prato. Tem coisa melhor?! :)


   

terça-feira, 26 de abril de 2011

Trocando vírgulas.

Mulher  Ser humano é bicho engraçado. Adora uma vírgula. Faz de tudo pra não colocar um ponto final nas coisas, até mesmo submeter-se a situações nada agradáveis.
É aquela veeelha história de tapar o sol com a peneira. Usamos a vírgula e, na tentativa incessante de justificá-la, colocamos em seguida aquela famosa conjunção coordenativa adversativa: Mas. Que atire a primeira pedra quem nunca disse, ou pelo menos ouviu, algo semelhante: "Fulano vive saindo de casa escondido de mim, mas ele me ama" (Coitada Sonhadora); "Acho que fulaninha é uma falsa, mas ela é sempre tão presente na minha vida"; "Ganho pouco no meu emprego e trabalho demais, mas acho que não arranjo um melhor..". E por aí vai.. por causa dessa maldita vírgula que deixamos de tomar as decisões muitas vezes corretas em nossas vidas. É o medo de não dá certo. O medo de recomeçar. Afinal, o novo é uma espécie de faca de dois gumes: atraente, porém desconhecido. Fascinante, entretanto obscuro.
Penso nessas horas como tanta gente desperdiça oportunidades por conta disso e ainda reclama da vida, de barriga cheia. Quer mudar a vida, mas não quer mudança de atitude. Como diz a música:

"Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a gente muda a gente anda pra frente
(...) Na mudança de postura a gente fica mais seguro"
O jeito é colocar o ponto final. E por sinal, um jeito delicioso, com aquele gostinho de mudança e mistério, de recomeçar qualquer coisa mal resolvida na nossa vida. Confesso que já usei muitas vírgulas. Demais, até. Hoje, já não as utilizo na mesma intensidade. Adoro um ponto final.